Começou ontem à tarde, no 2º Tribunal do Júri do Rio, o julgamento do ex-policial militar Júlio César Braga, um dos acusados pela chacina de Vigário Geral, ocorrida na madrugada de 30 de agosto de 93. Na ocasião, um grupo de cerca de 50 homens encapuzados entrou na favela e atirou contra os moradores, matando 21 e ferindo 4 pessoas. Braga é acusado de 21 homicídios e quatro tentativas de assassinato.
Dos outros 32 acusados, dois morreram antes de ser julgados, dis foram condenados, 10 absolvidos, e 18 ainda aguardam julgamento. Os ex-PMs Paulo Roberto Alvarenga e Arlindo Maginário Filho foram condenados inicialmente a 449 anos e oito meses e 441 anos e quatro meses de prisão, respectivamente, por participação na chacina.
Alvarenga obteve, por meio de habeas-corpus, o reconhecimento de crime continuado (isto é, foi condenado por apenas um homicídio). O Supremo Tribunal Federal determinou, então, que fosse aplicada nova pena a Alvarenga, de 57 anos de prisão. O ex-PM agora tem direito a novo júri, porque foi condenado a mais de 20 anos. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça do Rio, até dezembro outros dez acusados deverão ser julgados.

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