Hong Kong - A Organização Mundial da Saúde (OMS) começou ontem a investigar a região chinesa de Cantão, principal foco da pneumonia atípica que já matou 80 pessoas no mundo e deixou a comunidade internacional em alerta. Mas as autoridades sanitárias americanas questionam quem será mais rápido: os pesquisadore ou o vírus, que continua avançando, apesar de a comunidade internacional multiplicar suas precauções para controlá-lo.
Depois de ter esperado por tempo demais a luz verde das autoridades chinesas, quatro especialistas em epidemiologia da OMS chegaram ontem à província de Cantão (Guangdong), onde a SARS (na sigla em inglês) surgiu em novembro.
A equipe vai investigar as causas da epidemia, a reação das autoridades chinesas e os tratamentos proporcionados aos doentes. Em Pequim, a imprensa informou que o Governo fez da luta contra a doença ''a prioridade das prioridades'', segundo declaração do primeiro-ministro Wen Jiabao.
As autoridades chinesas foram acusadas de ter mantido por tempo demais a política do silêncio, evitando publicar novos números da doença e autorizar a OMS a investigar em Cantão. A organização, que de forma pouco habitual desaconselhou expressamente viagens para a região de Cantão e a Hong Kong devido aos riscos de contaminação, declarou que ''a experiência da China como foco mais antigo da SARS deverá proporcionar indicações clínicas e epidemiológicas úteis para estabelecer políticas para controlar (a doença) em outras partes e impedir uma nova expansão internacional''.

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