São Paulo, 28 (AE) - O advogado Jurandir Vieira de Melo iniciou a defesa do vereador Vicente Viscome (sem partido) às 12h03min pedindo que os parlamentares não deixem contaminar-se pela emoção. De acordo com o advogado, a grande dimensão atribuída às investigações sobre a Administração Regional da Penha contribuíram para a formação desse clima emocional. A tese da defesa de Viscome é que não há provas concretas de que o parlamentar tinha conhecimento e de que recebeu dinheiro do esquema de corrupção existente na órgão que controlou politicamente.
O responsável pela defesa, Ademar Gomes, pediu na defesa entregue à Comissão Processante da Câmara a absolvição ou a anulação do processo. Os argumentos apresentados são que, além de não haver provas, o Decreto-Lei 201/67, uma das leis nas quais o rito foi baseado, não recepcionado pela Constituição. Dessa forma, não estaria em vigor e o processo teria de ser anulado. Esses argumentos foram negados pela Comissão Processante, que acatou as denúncias e recomendou por unanimidade a cassação do mandato de Visocme. Viscome é acusado de usar o mandato para obter vantagens indevidas; utilizar servidores em comitê político particular; influenciar o administrador regional da Penha para que propaganda ilegal não fosse retirada das vias públicas; descumpir ordem judicial de prisão temporária; e não atender às convocações da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais. A defesa tem prazo de duas horas para apresentar sua exposição.

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