Começa amanhã limpeza de pedras sujas de óleo
Rio, 25 (AE) - A Petrobras começa amanhã (26) a segunda etapa de limpeza do óleo que vazou na Baía de Guanabara com a lavagem das pedras nas margens das Ilhas de Paquetá e Governador
e das praias de Magé. Segundo o chefe do setor de Dutos e Terminais da empresa, Tupinambá Machado, serão usadas máquinas lava-jato, instaladas em barcos.
Hoje pela manhã, a direção da empresa localizou uma camada fina de óleo numa faixa entre as ilhas Redonda e do Ferro.Equipes de barcos rebocadores foram deslocados para o local e fizeram a limpeza da área.
Barreiras - De acordo com Machado, a empresa já colocou 2.700 metros de barreiras flutuantes ao longo da Ponte Rio-Niterói. O objetivo é evitar que o óleo atinja as praias da zona sul. Nos manguezais de Magé, a Petrobras instalou barreiras que absorvem o óleo.
Justiça - O procurador-geral de Justiça do Estado, José Muiños Piñeiro Filho, reuniu-se hoje com promotores de municípios atingidos pelo derramamento de óleo na Baía de Guanabara - como Duque de Caxias, Magé, Rio, Itaboraí, São Gonçalo e Niterói - para definir a atuação do Ministério Público do Estado (MPE), que trabalha em conjunto com o MP Federal, quanto ao acidente ambiental.
Antes da reunião, Piñeiro recebeu o diretor do Greenpeace no Brasil, Roberto Kishinmi, que se disse preocupado com a situação das pessoas que vivem nas áreas afetadas e cobrou o ressarcimento pelos prejuízos.O subcoordenador da Equipe de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público do Estado, Sávio Bittencourt, disse hoje acreditar que a assinatura de um termo de ajustamento de conduta seja o caminho mais rápido e eficaz para cobrar medidas da Petrobras na área cível em relação ao vazamento de óleo na Baía de Guanabara.
A engenheira ambiental Maria José Saroldi vai coordenar o trabalho de perícia do MP na baía para apurar os danos causados pelo vazamento.





