A Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (ABIS) comemora, hoje, o Dia Nacional do Sorvete. Criado há dois anos, a data marca o início das estações mais quentes do ano no País 50% das vendas do setor ocorrem de setembro a dezembro. Para comemorá-lo, empresas associadas à Abis realizarão individualmente ações em creches, escolas e entidades do terceiro setor, em sua maioria ligadas à infância, com a doação de sorvetes e iniciativas de recreação.
Em Curitiba, por exemplo, a Sorvetes Granotto vai doar e distribuir cinco mil bolas de sorvete de creme para as crianças que estão internadas em dois hospitais e em mais outras 12 entidades. Hélio Granotto Viero, proprietário da Granotto, explica que o sabor creme foi escolhido por ser neutro. ''As crianças internadas nesses hospitais sofrem de neoplasia e não podem comer nada com resíduos, por isso vamos enviar sorvete de creme, sem polpa ou semente de frutas'', explica Granotto. Os hospitais beneficiados são o Pequeno Príncipe e a ala de Pediatria do Erasto Gaertner.
Em Londrina, a BV Comércio de Doces conclui, hoje, a doação de cinco mil picolés a estudantes de escolas estaduais da Vila Nova (região central). ''Nossa intenção é formar novos consumidores e assim aumentar a produção'', explicou o proprietário Túlio Salvador que seguiu o exemplo do Sindicato dos Sorveteiros de São Paulo.
Segundo Eduardo Weisberg, presidente da Abis, o brasileiro acha que o sorvete é apenas uma guloseima porque ainda não descobriu que ele é um alimento rico em cálcio e vitaminas e pode ser consumido o ano todo. Para começar a mudar esta mentalidade, a Abis conseguiu incluir o sorvete no menu da merenda escolar das escolas municipais de São Paulo. ''As licitações já foram marcadas e o sorvete deve entrar na merenda escolar ainda neste semestre'', conta. Leite com morango, com maçã, com banana e iogurte, chocolate, coco, leite condensado, uva e morango são os sabores dos picolés escolhidos pela administração municipal para serem distribuídos aos estudantes a cada 15 dias.
Apesar do clima favorável, o consumo per capita de sorvetes no Brasil é baixo. Apenas 3,04 litros por ano, segundo a Associação Brasileira das Indústrias de Sorvete (Abis). Na Nova Zelândia, maior consumidora mundial de sorvetes, cada habitante dá conta de 26,30 litros/ano. A média per capita/ano na Europa é de 18 litros. Em 2003, a produção local de sorvete ficou em torno de 533 milhões de litros, pouco acima dos 523 milhões de 2002. ''Ficou estagnada por causa da crise econômica, mas este ano, se fizer bastante calor, o número deve crescer, mas ainda não podemos fazer nenhuma previsão'', frisa Weisberg. O setor fechou 2002 em US$ 658 milhões e 2003, em US$ 778 milhões. (Com Agência Estado)

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