Começa a reunião preparatória para o encontro de governadores
Brasília, 22 (AE) - Os governadores estão iniciando neste momento, no Hotel Carlton, em Brasília, a reunião preparatória para o encontro que terão às 11 horas, com o presidente Fernando Henrkique Cardoso, no Palácio do Planalto. No momento estão presentes nove dos governadores: Mário Covas, de São Paulo, Dante de Oliveira, do Mato Grosso, Esperidião Amin
de Santa Caratina, Albano Franco, de Sergipe, Tasso Jereissatti
do Ceará, Jarbas Vasconcelos, de Pernambuco, Rosando Lessa, de Alagoas, José Inácio, do Espírito Santo e Garibaldi Alves, do Rio Grande do Norte. O governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinha, esteve há pouco no hotel, mas saiu antes do início da reunião para outro compromisso. O governador do Amapá, João Capiberibe, enviou fax informando que não poderia comparecer ao encontro, devido a um compromisso de última hora.
O governador de São Paulo, Mário Covas, afirmou há pouco
antes do início da reunião com governadores, que se os governadores do PT - que decidiram não comparecer ao encontro com o presidente Fernando Henrique Cardoso - quiserem ser coerentes, não poderão cobrar a contribuição dos servidores inativos em seus estados. Ele discordou da avaliação de políticos petistas segundo a qual o governo federal teria decidido sobre a cobrança e agora estaria apenas buscando apoio dos governadores. Segundo Covas, a proposta foi aprovada em conjunto com governadores, inclusive com a presença do PT, referindo-se ao governador Zeca do PT, do Mato Grosso do Sul. "Este é um caso típico de separar o partidário do institucional; e a relação dos governadores com o presidente da República é institucional", disse o governador. Covas avaliou ainda que a emenda que permite a cobrança de inativos é mais importante para estados como São Paulo e Rio Grande do Sul, que já efetuam essa cobrança, do que para o governo federal, que pretendia criá-la. O governador do Ceará Tasso Jereissatti, também defende a tese de Covas. "Eles (os governadores do PT) têm que ser coerentes; se não lutam, não vão trabalhar (pela aprovação da emenda), não apliquem a cobrança da contribuição em seus Estados.





