Começa a guerra econômica em Kosovo
Nova York, 15 (AE-ANSA) - Os primeiros homens de negócio ocidentais desembarcaram imediatamente depois da vanguarda militar para dar início ao colossal negócio de reconstrução de Kosovo.
A primeira coisa que pretendem conhecer são as empresas existentes e orientarem-se no labirinto de posições do poder econômico na província, onde os sérvios ocuparam posições dominantes com o apoio do poder central iugoslavo e, em parte, com a ajuda das operações de "limpeza étnica".
As armas começaram a se calar, mas enquanto as tropas da Otan tomam gradualmente o controle de Kosovo, as partes - albaneses e sérvios kosovares - se preparam para uma nova guerra, desta vez no campo econômico.
À medida que a vida volta à normalidade, em Pristina e em outros centros da província de maioria étnica albanesa, vêm à luz os nós de uma sistema econômico até agora monopolizado pela presença sérvia.
O diário financeiro The Wall Street Journal tenta oferecer aos homens de negócios americanos um primeiro quadro da situação.
O enviado Andrew Higgins se misturou a uma multidão que fazia fila em frente ao Karic Bank, o principal banco de Pristina, controlado pelo empresário Bogoljub Karic, ministro do governo de Slobodan Milosevic.
"Os albaneses deveriam recuperar este banco - comentou Tahir Xhemejel, um engenheiro hidráulico que havia sido removido pelos sérvios -, as coisas devem mudar.





