Paris - Uma greve nos hospitais franceses deu ontem a partida de uma semana social negra no setor da saúde, cujo ponto culminante será quarta-feira, um ‘‘dia sem médicos’’.
O sistema de saúde francês atrai os europeus – notadamente os britânicos que começam a afluir a Lille (norte) para se tratarem – mas atravessa uma crise profunda, e a três meses da eleição presidencial, as reivindicações se multiplicam.
Primeiro, o pessoal dos hospitais – com exceção dos médicos – vai reabrir as negociações sobre o tempo de trabalho. Sob o apelo da metade dos sindicatos do setor, 780.000 agentes hospitalares foram convocados ontem para se mobilizar, a fim de obter mais do que os 45 mil empregos propostos pelo governo para compensar a passagem às 35 horas. O principal sindicato da saúde pública, a CGT – ligado aos comunistas – exige a criação de 80.000 empregos.
Ontem, o movimento era perceptível sobretudo no sudoeste, no norte e na Bretanha (oeste). A greve, até o início da tarde, não apresentava nenhum perigo para a saúde dos pacientes, com um sistema de plantão constituído.

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