Começa a 'cruzada' antitabagismo
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segunda-feira, 26 de agosto de 2002
Clarissa Thomé<br> Agência Estado 
Rio - Quem tentou fumar o último cigarro impunemente antes de embarcar num vôo nos aeroportos Santos Dumont e Tom Jobim, na manhã de ontem, no Rio, foi surpreendido pela ''patrulha'' do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Dentro da programação do Dia Nacional de Combate ao Fumo (quinta-feira, dia 29), os técnicos do instituto abriram a exposição Enxergando Através da Fumaça, com painéis e vídeos sobre os males do cigarro e distribuíram folhetos educativos.
O Inca ofereceu testes com monoxímetros, que medem o monóxido de carbono no organismo a cada cigarro.
O recordista da manhã foi o vendedor Luís Lemos, de 57 anos, que chega a fumar um maço nas noites de insônia sem contar os cigarros durante o dia. Seu índice no monoxímetro foi 50. ''Deve ser porque eu peguei um trânsito horrível e fumei 5 ou 6 cigarros na última hora'', desconversou.
Os técnicos do Inca explicam que o monóxido de carbono é apenas uma das 43 substâncias cancerígenas do cigarro. Ele toma o lugar do oxigênio inspirado e não permite que as células sejam oxigenadas de modo adequado. Todos os anos, 200 mil pessoas morrem no Brasil por causa de doenças relacionadas ao cigarro.


