Comec anuncia reajustes para o transporte da RMC
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sábado, 07 de fevereiro de 2015
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 
Curitiba - A Coordenação da Região Metropolitana (Comec), órgão ligado ao Governo do Paraná, anunciou ontem como se dará o reajuste no transporte coletivo metropolitano. Os novos valores, válidos a partir da zero hora de amanhã, irão variar de R$ 3, caso de três linhas da empresa Viação Sul e de uma da Campo Largo, a R$ 4,70, preço da Agudos do Sul, operada pela São Bento.
A maioria das tarifas, contudo, será a mesma de Curitiba: R$ 3,30 (se o pagamento for à vista). Conforme já anunciado pelo diretor presidente da Comec, Omar Akel, não haverá cobrança diferenciada para quem utiliza cartão-transporte, em detrimento de dinheiro. Na Capital, os usuários que optam pelo sistema informatizado recebem um "desconto" de R$ 0,15.
Como as tarifas são diferentes umas das outras, a Comec informou que realizou um estudo da planilha de custo para calcular o percentual. Foram consideradas questões como distância percorrida, carregamento de passageiros e equilíbrio econômico-financeiro. A tabela completa foi publicada no site da Agência Estadual de Notícias (AEN) às 18h30. A FOLHA procurou a entidade 15 minutos depois, para confirmar se a integração estaria garantida, mas não conseguiu contato até o fechamento desta edição.
Também ontem, durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 9ª Região, o órgão confirmou o pagamento de R$ 5 milhões dos R$ 7 milhões devidos às 12 empresas de transporte coletivo. O valor foi depositado em uma conta judicial do TRT. Como o expediente bancário já havia se encerrado, o recurso será repassado aos 6 mil motoristas e cobradores das linhas metropolitanas, cujos salários e vales-alimentação estão atrasados, apenas na segunda-feira. As cláusulas do dissídio coletivo da categoria, por sua vez, serão discutidas em dois novos encontros, no dias 13 e 19 de fevereiro, sendo o primeiro deles no Ministério Público do Trabalho (MPT) e o segundo no TRT.
No primeiro dia de validade do aumento no transporte coletivo de Curitiba, os preços mostrados nos validadores de cartão das estações-tubo e dos terminais confundiram os usuários. Para quem já tinha crédito comprado até as 23h59 de quinta-feira, a tarifa permaneceu em R$ 2,85. Entretanto, o visor exibia o valor atualizado para pagamento à vista, que é de R$ 3,30.
A cabeleireira Ana Paula Kochak disse que se assustou com a diferença. Moradora do bairro Campo Comprido, ela paga quatro passagens por dia para levar a filha, de um ano e seis meses, até a escola no Fazendinha. "Carreguei R$ 2,85 na semana passada, e está aparecendo o valor errado. Tentei ligar na prefeitura, no 156, mas a atendente disse para eu esperar e depois a ligação caiu", contou. Para Ana Paula, o reajuste seria "justo, desde que o serviço prestado tivesse mais qualidade".
Por meio de sua assessoria de imprensa, a Urbanização de Curitiba (Urbs) informou que, ao mostrar quanto custa efetivamente a tarifa, o validador cumpre a mesma função de um cartaz colado no ônibus. A administração municipal garantiu, por outro lado, que fez um rastreamento e verificou que os passageiros tiveram debitados de seus cartões os preços corretos. Quem tiver dúvida, deve solicitar um extrato do cartão nos postos de atendimento da Urbs. A prefeitura avaliou ainda que, "considerando o tamanho da mudança", a operação das linhas ocorreu ontem de forma satisfatória. Já o Procon afirmou que, caso a cobrança feita nos cartões seja diferente daquela anunciada pela Urbs, os usuários devem abrir uma reclamação no órgão.


