Rio, 18 (AE) - O aumento do preço dos combustíveis no início do mês, a onda de frio que está pressionando os preços agrícolas e a alta do dólar devem fazer com que a inflação de agosto, medida pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), fique no patamar da taxa de julho. No mês passado, o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), medido pela fundação, foi de 1,56%. Na segunda prévia de agosto, divulgada hoje, o índice foi de 1 21%, superior à taxa de 1,17% apurada na segunda prévia de julho.
Os produtos agrícolas tiveram uma alta de 2,04% na prévia, acima do esperado. "O frio e o aumento de algumas commodities em dólar foram responsáveis pelo resultado", afirmou o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Cota. Além disso, os preços industriais, que na segunda prévia de julho subiram 0,79, agora sofreram reajuste de 1,40%.
O Índice de Preços por Atacado (IPA), no geral, foi o que mais pressionou o IGP-M, com crescimento de 1,41%.
A prévia divulgada hoje pela FGV refletiu ainda o aumento de julho nos preços das tarifas e combustíveis. "Esses reajustes estão pressionando em um segundo estágio, que é o aumento dos custos de produção", explicou Cota. O economista também não acredita em uma baixa da cotação do dólar enquanto não houver uma resposta do governo aos problemas fiscais.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,77%, ante 1,04% na segunda prévia de julho. Segundo Cota, os preços do vestuário caíram por causa das liquidações e a queda do preço dos cigarros influenciou o item despesas diversas. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) ficou estável, com crescimento de 0,43%.

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