Londrina - De acordo com o inspetor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Wilson Martines, casos de assaltos a ônibus são comuns no Paraná, mas não em veículos de transporte coletivo que tem como destino o Paraguai. ''A maioria dos roubos acontecem nas BRs 116 e 376. São lojistas, alguns vindo de Santa Catarina e até Rio Grande do Sul, que vão fazer compras em São Paulo. Neste ano registramos cinco casos, mas o número é maior'', afirmou Martines.
Segundo ele, a forma com que os assaltante agem impede que a PRF tenha conhecimento de todos os casos. ''Normalmente esses assaltos acontecem da seguinte forma: quatro homens fortemente armados param o ônibus com um carro. Em seguida chegam outros dois veículos. Eles levam o ônibus para uma estrada rural isolada e lá realizam o assalto. As vítimas em seguida chamam a PM, que acaba registrando a ocorrência e depois passa para Polícia Civil. A PRF muitas vezes acaba nem sendo acionada''.
Segundo Martines, para evitar que casos assim aconteçam no final do ano passado foi realizado uma conferência com empresas de transporte. ''Orientamos as empresas a viajarem em comboios, e também para realizarem paradas periódicas em postos da PRF. Pois caso haja um carro seguindo ele provavelmente desconfiará que foi descoberto e abandone a tentativa de assalto'', comentou.
Para o inspetor, passageiros também devem evitar viajar com grandes quantias em dinheiro. ''Orientamos os viajantes, mas eles afirmaram que nem todas as lojas aceitam cartão e que era perigoso sacar o dinheiro em São Paulo.''
Segundo o inspetor-chefe da delegacia da Polícia Rodoviária Federal em Foz do Iguaçu, Ricardo Schneider, nos últimos dois anos poucos casos de assalto a ônibus foram registrados na região. ''Antes era muito frequente, por isso quase não há mais veículos de transporte coletivo que trazem compradores ao Paraguai. Por outro lado o assalto a carros de contrabandistas aumentou'', afirmou.(Davi Baldussi/Reportagem Local)

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