Combate ao tabaco mobiliza ex-fumantes
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 31 de maio de 2005
Jacira Werle<br> Reportagem Local 
''Só Deus para ajudar a parar de fumar!''. A afirmação é do guarda Fábio Arruda, 29 anos. Fumante desde os 16 anos ele não se intimidou em conduzir o cigarro aceso em meio à mobilização de estudantes, profissionais da saúde e ex-fumantes no Calçadão de Londrina ontem à tarde. A atividade marcou o Dia Mundial de Combate ao Tabaco.
Uma caminhada com distribuição de folders sobre tabagismo também fez parte das comemorações. Enquanto carregava um banner com uma ilustração de um pulmão danificado pelo cigarro, o aposentado Cláudio Hernandes, 49 anos, lembrou dos 39 anos de vício e da decisão de abandoná-lo. ''Comecei a fumar aos 10 anos. Brincava de fumar, achava bonito. Brincando quase perdi a vida'', completa.
Depois de anos de vício, Hernandes aprendeu que ''com o cigarro: ou você cava a sua própria cova ou ele te enterra.'' Segundo ele, a decisão de abandonar o vício foi facilitada por um problema que o impedia de andar e, dessa forma, ir comprar o cigarro.
Sem fumar desde o dia 4 de janeiro deste ano, Hernandes comemora: ''Tudo melhorou. Ando sem ficar cansado, durmo melhor e tenho mais disposição.''
A coordenadora do programa de tabagismo da 17 Regional de Saúde de Londrina, Madalena Batista Lanssoni, lembra que em cada cigarro existem 4.700 substâncias tóxicas. Ela explica que largar o vício é complicado porque a nicotina vicia. Dessa forma, o fumo deve ser encarado como uma doença.
Madalena alerta que os jovens estão começando a fumar cada vez mais cedo. Ela alerta que o cigarro acaba sendo a porta de entrada para drogas mais pesadas.
Serviço:
Londrina tem um ambulatório para tratamento de fumantes, que funciona junto ao Centro de Referência Dr. Bruno Piancastelli, na Alameda Manoel Ribas, 1, Centro. Os interessadas em deixar o vício participam de grupo de ajuda. O tratamento dura quatro semanas. O telefone do Centro é o (43) 3323-7010.


