Comando nacional admite enfraquecimento
O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, já admite que a greve iniciada na segunda-feira está perdendo adesões. Segundo suas estimativas, o número de caminhões que deixaram de transitar nas estradas caiu dos cerca de 700 mil iniciais para 500 mil a 600 mil.
A greve está com força nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul e nos demais estados muitos caminhoneiros continuam em suas cidades de origem, comentou Nélio Botelho. Segundo ele, deputados da Frente Parlamentar Nacionalista, liderados pelo deputado federal Vivaldo Barbosa (PDT-RJ), tentam abrir uma negociação com o Ministério dos Transportes. O governo montou uma operação de guerra contra os caminhoneiros e não quer dialogar. No Paraná, a situação virou caso de polícia, disse.
O governo, no entanto, argumenta que na próxima quinta-feira, será realizada mais uma reunião mensal do grupo de trabalho interministerial que cuida dos assuntos relacionados à categoria, com a presença de entidades sindicais. O grupo foi criado após a greve de caminhoneiros ocorrida em maio de 1999. Na época, várias rodovias foram bloqueadas e houve desabastecimento.
Esta greve, no entanto, não está causando problemas de abastecimento de combustível, segundo informou o Sindicato Nacional das Empresa Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom). Somente foram registrados bloqueios em algumas estradas da região Sul do País.
Na Refinaria de Araucária (PR), da Petrobras, os caminhões-tanques que saíam do terminal de distribuição só conseguiam transitar em comboio na estrada que liga Guarapuava a Foz do Iguaçu, com escolta da Polícia Rodoviária Federal. (Agência Estado)





