Makhchkala, Rússia, 21 (AE-AP) Um líder muçulmano russo condenou hoje (21) os militantes islâmicos que tomaram vilas no sul da Rússia, enquanto o comando militar russo informou já ter matado cerca de 100 rebeldes em um só dia na área de conflito no Cáucaso.
As tropas russas conseguiram retomar duas vilas no Daguestão, enquanto aviões destruíram depósitos de munição e diversos veículos dos rebeldes.
O presidente russo, Boris Yelltsin, afirmou hoje que o Kremlin ocnsidera o conflito "uma ameaça real à integridade russa.. e considera necessário fazer todo o possível para acabar com os atos terroristas de bandos armados".
Enquanto comandantes russos têm previsto que a derrota dos rebeldes é iminente, o porta-voz de Yeltsin, Dmitry Yakushkin, reconheceu que "é impossível ter uma solução rápida para o conflito".Muitos dos 20 milhões de muçulmanos, no Daguestão e em outros lugares, condenaram as táticas violentas dos rebeldes.
"Os pistolerioos que atacaram o Daguestão cometeram um crime contra a fé islâmica", afirmou o xeque Ravil Gainutdin, líder religioso islâmico russo. Ele se reuniu hoje com o novo pirmeiro-ministro russo, Vladimir Putin, para discutir o conflito.
Até o momento, as tropas russas afirmam ter matado 700 rebeldes, apesar da cifra ser contestada pelos guerrilheiros. Moscou reconhece a morte de 40 de seus soldados.
Também hoje, a aviação russa informou ter destruído um dos depósitos de munição dos rebeldes e diversos veículos blindados vindos da Chechênia em reforço a eles, informou o Ministério da Defesa.

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