Comando debate assassinatos de 12 PMs em uma semana
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 16 de março de 2007
Folhapress 
Rio- Embora não veja como orquestrados os 12 assassinatos de PMs ocorridos em uma semana no Rio de Janeiro, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Ubiratan Ângelo, realizou uma reunião de emergência com todos os chefes de batalhões para discutir o assunto.
No encontro, foram tomadas duas medidas. Uma delas será um maior controle das operações e ações policiais nas ruas. O comando vai exigir informações prévias sobre quais PMs estarão destacados.
A outra é a reativação de um grupo formado por policiais que fará uma análise sobre as mortes em operações, incluídas as vítimas civis de balas perdidas. A idéia é apontar o que provocou as mortes e, com isso, permitir à corporação tomar medidas para evitar novos problemas.
De acordo com o serviço de inteligência da polícia, facções criminosas têm aumentado seu arsenal para combater as milícias, grupos formados por policiais e ex-policiais. Não há indícios, porém, de que os assassinatos sejam execuções feitas por traficantes. Dos 12 policiais mortos, cinco estavam em serviço, quatro de folga e três, embora à paisana, morreram ao serem identificados por assaltantes como PMs.
O Clube dos Cabos e Soldados da Polícia Militar está oferecendo uma recompensa de R$ 2.000 para quem der informações sobre possíveis assassinos de policiais. Ontem, um suspeito de ter matado um policial foi preso.


