Rio Branco, 15 (AE) - Assessores do juiz Pedro Francisco da Silva, que julga os processos em que o grupo do ex-deputado Hildebrando Pascoal (sem partido-AC) é acusado de tráfico internacional de drogas, informaram hoje que o comando de greve estuda instituir um sistema de plantão, durante a paralisação, que começa dia 28. O juiz plantonista atenderia aos mandados urgentes ligados ao crime organizado.
O Acre tem três juízes federais, todos substitutos porque iniciaram a carreira há menos de dois anos. Deles, dois, David Wilson e Francisco Antônio, estão em férias até o fim do mês. Se o movimento começar e se manter além do dia 28, não voltam ao trabalho, a não ser com decisão do comando de greve.
Com as férias dos colegas, Silva acumulou o trabalho de três varas e da Diretoria Judiciária. Segundo a assessoria dele, o juiz tem cerca de 6 mil processos para analisar, além dos 52 que envolvem o crime organizado.
Como os prazos desses processos não cessam mesmo com o recesso forense, Silva mantém uma rotina de dez horas diárias, analisando as ações. Nos despachos, costuma destacar a "complexidade" do caso para emitir juízo sobre a questão.

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