São Paulo, 13 (AE) - O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Rui César Melo, disse hoje que determinou a abertura de sindicância para apurar se houve excesso ou falha na ação de homens do Comando de Policiamento de Choque na operação que tentava conter a rebelião e a fuga de adolescentes infratores da unidade da Rodovia Imigrantes da Febem. Segundo Melo, as imagens da televisão mostram que os PMs dispararam as balas de borracha só depois de os parentes dos adolescentes infratores terem atirado pedaços de paus e tijolos em direção dos policial que estavam num caminhão.
No veículo havia quatro PMs na beira da carroceria, que vigiavam um grupo de menores, todos sentados no interior daquela parte do veículo. Os adolescentes, todos fugitivos, haviam sido recapturados e estavam sendo levados de volta à unidade. Segundo ele, o equipamento utilizado pelos policiais foi o padrão do Choque, ou seja, balas de borracha. "Elas servem para evitar o confronto direto dos policiais com as pessoas, onde o risco de ferimento é maior".
A polícia vai apurar por que os PMs não tinham bombas de gás, se houve falha de comando e se o número de policiais no caminhão era suficiente. Melo disse que a PM detém em flagrante, todo mês, 2.400 adolescentes infratores, a maioria acusada de roubo. (Marcelo Godoy)

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