O comandante do 2º Comando Regional da Polícia Militar de Londrina, Marcos Antônio Wosny Borba, confirmou a indignação de alguns oficiais com o modo como ocorreram as prisões de policiais, mas negou qualquer alteração nos serviços por conta do episódio. "Não temos crise alguma de ordem institucional. O problema é que o imaginário popular é altamente criativo e os boatos só fazem prejudicar. A série de mortes ocorreu, é um fato, mas o problema é o que inventam em função dela", criticou.
Wosny Borba lembrou que as investigações que apuram as 17 mortes ainda não terminaram e que a Polícia Militar não é complacente com ações que não se pautem pela legalidade. Sobre as supostas ameaças feitas por policiais militares, o comandante informou que não recebeu nenhuma denúncia formal, mas que a proteção fica a cargo da Polícia Civil e do Ministério Público, órgãos que devem receber as denúncias. Ele adiantou que nas próximas semanas as unidades da PM de Londrina e região passarão por mudanças (Leia mais nesta página). "São alterações estruturais que já estavam em estudo antes deste caso e vão permitir melhores resultados administrativos e operacionais."
Em nota, a Secretaria Estadual de Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) informou que o mesmo rigor das investigações iniciais será aplicado em novas denúncias e eventuais desdobramentos.(C.F.)

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