Comandante guerrilheiro do Timor ameaça lançar onda violência
Jacarta,07 (AE-AP) O comandante militar do grupo guerrilheiro Forças Armadas para Libertação do Timor Leste, Taur Matan Ruak, disse hoje (07) que não aceitará um resultado do plebiscito, marcado para dia 30, desfavorável à independência do território.
"Não acreditamos que uma eleição limpa, livre e democrática rejeite a independência", justificou.
A missão das Nações Unidas ao Timor Leste levantou preocupações com a segurança do território, à frente do referendo histórico em que os timorenses decidirão sobre a independdência ou a autonomia do território, mas reafirmou que está comprometida em permanecer no Timor depois das eleições, apesar da possibilidade de ocorrer novos incidentes de violência.
Depois de uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Indonésia, Ali Alatas, e o chefe da missão para o Timor, Ian Martin, afirmou que poderá ser marcado outro encontro na semana que vem em Jacarta para discutir os procedimentoos a serem adotados durante a votação.
As Nações Unidas, a Indonésia e Portugal antigo colonizador do Timor tomarão parte do processo, informou Martin, acrescentando que a missão, assim como outras das Nações Unidas ao redor do mundo, preparara um plano de evacuação, caso a segurança dos monitores esteja ameaçada.
Entretanto, Martin reafirmou que o grupo permanece comprometido com a tarefa de acompanhar a votação, fixada para o dia 30. "As Nações Unidas não têm nenhuma intenção de abandonar o Timor leste. O acordo diz que devemos permanecer depois da votação e essa é nossa intenção", afirmou Martin.
Os comentários do chefe da missão ocorreram um dias depois de encerrado o registro dos eleitores.





