Comandante diz que saída de brigadeiro é coisa do passado
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quarta-feira, 29 de março de 2000
Por Tânia Monteiro 
Brasília, 30 (AE) - O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista, classificou como "coisa do passado" a saída do brigadeiro Aluízio Weber, da direção do Centro Técnico da Aeronáutica (CTA), de São José dos Campos, no Vale do Paraíba (SP). Baptista nega que Weber tenha ido para a reserva por ser contrário à venda de ações da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) ao consórcio francês. Segundo Baptista, toda a operação de venda das ações da Embraer foi exaustivamente discutida até mesmo no Senado e o presidente da empresa, Maurício Botelho, deu todas as explicações possíveis sobre a transação.
Em 9 de fevereiro, quando o Alto Comando da Aeronáutica elaborou a lista dos oficiais que deveriam ser promovidos em março, foi necessário fazer uma opção, conforme informou o brigadeiro. Existiam seis candidatos e apenas duas vagas e "todos expoentes de turma". "O Alto Comando optou por promover os dois primeiros da turma", justificou Baptista. "Eu
pessoalmente, telefonei para os demais, pedindo que eles permanecessem na Força", reiterou o brigadeiro, repetindo os argumentos apresentados anteriormente.
De acordo com o comandante da Aeronáutica, Weber, naquele mesmo dia, lhe comunicou que preferia ir para a reserva. "Eu não contava que ele fosse embora", lamentou Baptista, assim que recebeu a notícia.


