Comandante de Jacarezinho assume 2º Comando Regional provisoriamente
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quarta-feira, 17 de junho de 2015
Celso Felizardo<br> Reportagem Local 
Londrina O tenente-coronel Antônio Carlos de Morais, comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar (BPM) de Jacarezinho (Norte Pioneiro), foi designado para assumir interinamente o cargo de comandante do 2º Comando Regional da Polícia Militar (CRPM) de Londrina. Ele assume na próxima segunda-feira, em meio à crise do afastamento do subcomandante da unidade, tenente-coronel Mauro Rolim de Moura, na terça-feira passada. Rolim é investigado por corrupção passiva na Operação Ferrari, da Polícia Federal, por suposta amizade com um dos traficantes.
Já o comandante do 2º CRPM, coronel Fábio Luiz Rincoski, está em férias e pode não retornar ao posto por motivo de aposentadoria compulsória, já que cumpriu 35 anos na corporação. Com o cenário atual, Morais deverá assumir o comando e a chefia do Estado-Maior do 2º CRPM, que era exercido pelo subcomandante. O oficial de 51 anos acredita que deva permanecer no posto por um curto período, mas se disse lisonjeado pelo convite. "Ainda não sei se fico um dia, um mês, mas quero fazer um bom trabalho para retribuir esta confiança que me foi dada", ressaltou.
Morais nasceu em Eldorado, no sudoeste paulista, mas está há mais de 30 anos no Paraná. Ele ingressou na PM em 1986 e passou quase toda a carreira no 2º Batalhão de Jacarezinho. Destacou-se no comando do Serviço de Inteligência (P2) e como comandante da 4ª Companhia de Santo Antônio da Platina, principalmente no combate ao tráfico de drogas. Em 2012, assumiu o comando do Batalhão, em Jacarezinho. Morais é conhecido como oficial operacional. Mesmo como tenente-coronel, não deixou de estar à frente das ações contra a criminalidade.
O oficial frisou que não se desliga do comando do Batalhão em Jacarezinho. "Vou responder pelos dois postos neste período. Com a tecnologia, isso fica mais fácil", disse. A partir de segunda-feira, o major Luiz Francisco Serra assume o comando interino em Jacarezinho. Ele adiantou que existem coronéis com mais tempo de PM no Estado que podem assumir o posto definitivamente. No entanto, a permanência do oficial não está descartada. "Tenho alguns anos de PM pela frente e almejo poder contribuir em uma função tão importante como esta".
A assessoria da Polícia Militar, em Curitiba, confirmou que Rincoski está próximo de se reformar, aposentadoria militar, mas informou que não há uma data marcada. "Oficialmente, ele ainda é o comandante do 2º Comando Regional. Não há um nome confirmado para substituí-lo", informou. O nome do novo chefe do Estado-Maior também não tem previsão para ser definido. Segundo a assessoria, a confirmação não deve sair antes de 15 dias, prazo que demorou para a substituição do comando-geral da PM, no mês passado.


