Rio, 05 (AE) - O comandante da Polícia Militar do Rio, coronel Sérgio da Cruz, afirmou hoje, ao deixar o prédio do Ministério Público do Estado, onde prestou depoimento à comissão que investiga denúncias contra a chamada "banda podre" da polícia, que vai manter no subcomando do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap) o major Alexandre Rossete, acusado de corrupção passiva e ligação com o esquema do jogo do bicho. "O major foi condenado em 1ª instância, mas a sentença não transitou em julgado, portanto ele é inocente e vai continuar respondendo pelo subcomando", declarou Cruz, ele próprio acusado há cerca de dez dias pela ex-ouvidora da Polícia
Julita Lemgruber, de não apurar denúncias do órgão e favorecer policiais acusados e até punidos por crimes.
O comandante da PM afirmou que respondeu a todos os questionamentos da comissão e que entregou documentos para provar que as acusações da ex-ouvidora não têm fundamento. "Todas as perguntas da comissão sobre as 56 denúncias encaminhadas à ouvidoria foram respondidas", disse. Ele afirmou também que não foi uma represália à ex-ouvidora o afastamento da PM do coronel Waldemir Martins, que era ligado a Julita. "Ele entrou na cota compulsória, como determina a lei".
O comandante da PM não quis comentar os últimos casos de violência ocorridos na cidade, como o desaparecimento de um motorista de ônibus, supostamente sequestrado por traficantes do Morro do Borel. "O secretário da Segurança determinou que se falasse menos e trabalhasse mais", declarou. Delegada - O depoimento da delegada Marcia Julião, afastada da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente após denúncias de recebimento de propinas, começou por volta das 17 horas e não havia terminado até o começo da noite.

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