Curitiba - O Corpo de Bombeiros registrou desde o início da Operação Verão 2012/2013, na semana passada, 106 afogamentos, com quatro mortes confirmadas. Por isso, os cuidados dos banhistas nas praias, rios, lagos, cavas e até piscinas devem ser redobrados, alertam os oficiais. Com as altas temperaturas, a população tenta encontrar uma maneira de se refrescar e, muitas vezes, entram em locais sem um posto de guarda-vidas, se arriscando.
A primeira morte ocorreu na tarde do último dia 20. Kelvin Sly Batista, de 17 anos, morador de Curitiba, se afogou na Praia Mansa de Caiobá. Ele desapareceu e os bombeiros foram acionados no mesmo dia. Após as buscas o corpo do jovem foi encontrado na manhã de sexta-feira. No domingo, Wesley Ferreira de Souza, de 28 anos, natural de São José do Rio Preto (SP), desapareceu no mar da praia do Miguel, na Ilha do Mel, após escorregar do Morro do Sabão. O amigo acionou os bombeiros, mas o corpo só foi encontrado na segunda-feira, perto de um trapiche em Pontal do Sul.
Na quarta-feira, um jovem de 26 anos morreu afogado na represa do Piraquara Dois, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). É segundo caso de afogamento em dois dias na mesma represa, só que em pontos diferentes. Leandro Vieira Brandão, estudante de Educação Física, pescava com amigos quarta à noite na represa e teria entrado na água para buscar um chapéu, mas afundou e não conseguiu voltar à margem. O Corpo de Bombeiros chegou ao local, mas o estudante já estava morto por volta das 21h30. Na terça-feira à tarde José Algacir Kowalski, de 47 anos, passava o feriado de Natal com a família no condomínio Recreio da Serra e morreu afogado na mesma represa.
Conforme o tenente Eziquel Roberto Siqueira, do Corpo de Bombeiros, a prudência e o respeito às sinalizações são essenciais para se evitar tragédias tanto no mar quanto nos rios. Em relação às cavas, o alerta é ainda maior, destaca o oficial. ''Nestes locais não existe um posto de bombeiros e nenhuma sinalização que avise dos perigos. E, nesta época de calor intenso, muitos acabam se arriscando, infelizmente. Pode não parecer mas é muito perigoso'', avisou.
''Os afogamentos podem ser evitados se os banhistas forem mais conscientes. Os guarda-vidas estarão sempre de prontidão, mas qualquer medida preventiva tomada pelas pessoas pode evitar um risco desnecessário'', completou Siqueira.
Em todo o ano passado, conforme o Corpo de Bombeiros, foram registradas 1.385 ocorrências. Deste total, 1.246 foram nos municípios do litoral. Em Curitiba e região metropolitana ocorreram 14 afogamentos, e em Londrina e região, 26. Em todo este ano, até a última sexta-feira, os bombeiros registraram 935 casos de afogamento, sendo 790 no litoral. Na Grande Curitiba foram 11 ocorrências e 17 em Londrina e região.

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