A ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres) e representantes dos caminhoneiros voltam a discutir nesta segunda-feira (11) um novo tabelamento de fretes rodoviários. Duas versões da relação de preços foram editadas pelo governo federal, o que gerou instabilidade e indignação entre os condutores. Esse foi um dos itens decisivos para o encerramento da greve da categoria, que durou 11 dias.

Imagem ilustrativa da imagem Com tabela de fretes indefinida, sindicato não acredita em nova greve de caminhoneiros
| Foto: Valter Campanato/Agência Brasil


Para o presidente do Sindicam (Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Londrina e Região), Carlos Delarosa, "a equipe do presidente Michel Temer está disposta em negociar, o que, na minha opinião, inviabiliza a hipótese de mais uma paralisação". Entretanto, o sindicalista pregou "cautela" até a definição das conversas. "Vamos aguardar o que vão decidir em Brasília. Depois vemos como será a repercussão entre os caminhoneiros", declarou.

Na última sexta, ANTT e motoristas ficaram reunidos durante o dia inteiro, mas não chegaram a um acordo. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que acionará o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o tabelamento do frete para transporte rodoviário de cargas. A entidade é contra a Medida Provisória 832, que estabeleceu os preços mínimos obrigatórios de cobrança de frete

A CNI disse que considera a MP inconstitucional por desrespeitar a livre iniciativa, por impedir a livre concorrência e modificar contratos já firmados, o que caracterizaria intervenção indevida do Estado na economia (Artigo 174).

Ainda na tarde desta sexta-feira, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou que mais 46 transportadoras paguem, em 15 dias, R$ 506,5 milhões em multas judiciais pelo descumprimento da liminar que determinava o desbloqueio imediato das rodovias, durante a paralisação dos caminhoneiros.

(com informações da Agência Brasil)

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