Londrina - Até o fim do mês, o técnico em eletrônica Fernando Soziro Higo acredita que vai ter que trabalhar em média 15 horas por dia. É que ele é o único profissional autorizado pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) a fazer a regulagem dos taxímetros em Londrina. Com o reajuste das tarifas aprovado pelo prefeito Alexandre Kireeff vigorando a partir de ontem, a peregrinação de táxis até a oficina dele, na Vila Santa Terezinha (área central), já começou.
O taxista Rodrigo Sitta chegou por volta das 6h30, e até as 16h30, quando a FOLHA esteve lá, ainda não havia conseguido regular o taxímetro de seu carro. O atraso ocorreu porque o modelo do aparelho usado por ele, com chip, só foi entregue pela fábrica no meio da tarde de ontem. Outros vários taxistas estavam na mesma situação. "Vim cedo para pegar o lugar. A informação é que o modelo estava chegando, estava chegando, e não chegavam, mas só se eu saísse daqui perderia a vaga", contou Sitta.
O prazo determinado pela prefeitura para regulagem dos taxímetros termina no dia 2 de maio. Fernando Higo programa e instala os aparelhos. A demanda é grande – são 377 táxis circulando pela cidade – e o tempo urge. O técnico pretende atender 25 veículos por dia para dar conta do serviço. "Começo às 7 horas e vou até as 22 horas. Pretendo terminar tudo lá pelo dia 25, mas o negócio é puxado", admitiu o programador, autorizado do Ipem há 21 anos. Depois que o taxímetro é instalado e lacrado na oficina do Fernando, os taxistas precisam testá-lo antes de agendar uma vistoria oficial na sede do Ipem. Todas as vistorias estão sendo marcadas para o início de maio, mas os táxis podem fazer as corridas normalmente pelas ruas com o lacre provisório. Para regular o taxímetro, cada taxista desembolsa R$ 167,50, incluindo a taxa do Ipem. A tarifa do serviço de táxi foi reajustada em 11% pela prefeitura, com a bandeirada inicial passando de R$ 4,50 para R$ 4,90. O quilômetro rodado subiu de R$ 2,30 para R$ 2,60 na bandeira 1 e de R$ 2,60 para R$ 2,90 na bandeira 2.

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