Com polêmica, Uber desembarca em Londrina
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quinta-feira, 18 de agosto de 2016
Aline Machado Parodi<br>Reportagem Local 

Nesta sexta-feira (19), a partir das 14 horas, o Uber entra em operação em Londrina. A informação pegou de surpresa a administração municipal, que promete fiscalizar para coibir a atuação dos motoristas parceiros do aplicativo. O serviço chega com versão Uber X, que é a mais acessível. A tarifa inicial custa R$ 2,50, mais R$ 1 por quilômetro rodado e R$ 0,20 por minuto. Uma corrida de 10 km, por exemplo, que demore cinco minutos, vai sair por R$ 13,50. O valor mínimo por corrida é de R$ 5. "O conceito do Uber é oferecer transporte acessível ao maior número possível de pessoas. Para isso, você precisa garantir que o usuário seja atendido de forma rápida e com preço competitivo", afirmou Fábio Sabba, diretor de comunicação da Uber.
A empresa não informa quantos motoristas já estão cadastrados na cidade, mas afirma que a expectativa é que o usuário, dentro de algumas semanas, seja atendido em cinco minutos. "Em São Paulo, esse tempo é de três minutos. Aqui, neste primeiro momento, não vai dar para ser os cinco minutos. Mas isso vai mudando, especialmente porque o mercado responde de acordo com a quantidade de clientes", disse Sabba.
Os interessados em atuar como parceiros precisam ter carro modelo acima de 2008, com quatro portas e ar-condicionado, e ter Carteira Nacional de Habilitação com EAR (exerce atividade remunerada). O motorista cadastrado paga 25% sobre o valor da corrida e faz o próprio horário de trabalho.
Para usar o aplicativo, o cliente precisa cadastrar um cartão de crédito e informar um e-mail válido. O Uber envia um SMS para validar o celular e cobra entre R$ 2 e R$ 3 para comprovar a validade do cartão.
O início do serviço em Londrina não foi bem recebido pelo prefeito Alexandre Kireeff, que afirmou que o Uber "chega pela porta dos fundos". Ele esperava que a empresa apresentasse uma proposta para regularização do serviço e alguma forma de compensação aos taxistas, mas durante uma reunião esta semana a diretoria informou que não iria fazer nenhuma proposta. "Lamentamos a forma como a Uber se omitiu", disse.
O gerente de Transporte da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson de Jesus, explicou que o Uber é um serviço não regulamentado no município e está suscetível às penalidade do Código de Trânsito Brasileiro, que prevê multa grave (R$ 127,69) e cinco pontos na CNH por transporte remunerado sem estar licenciado.
O presidente do Sindicato dos Taxistas de Londrina, Antônio Pereira da Silva, preferiu não comentar a entrada do aplicativo na cidade. Apenas afirmou que os taxistas estão "melhorando a qualidade do serviço e oferecendo desconto de 20% para quem chama um táxi pelos aplicativos das empresas".


