O Porto de Paranaguá trabalhou ontem por pelo menos quatro horas sob risco de explosão devido ao derramamento de nafta do navio da Petrobras, encalhado a 1,5 quilômetro do cais portuário. Somente às 13 horas foi dada a ordem para interromper a movimentação nos 11 navios atracados.
Em determinados momentos do dia, o risco de explosão dentro do navio ''Norma'' chegou a 100%, informou ontem o chefe da Defesa Civil, coronel Luiz Antonio Vieira. ''O porto foi fechado no início da tarde, porque o vento mudou e a maré encheu, levando o produto para perto do cais'', justificou Vieira.
Por volta das 16 horas, ainda havia possibilidade de o navio incendiar. O capitão do Corpo de Bombeiros de Paranaguá, Luiz Henrique Pombo, informou que o risco era entre 80% e 90% dentro do navio e de 20% a 30% numa extensão de um quilômeto. Para medir a quantidade de nafta no ar foram instalados explosímetros em diferentes lugares no porto e próximos ao navio. Os aparelhos medem a probabilidade de ocorrer a combustão de um produto inflamável.
''Estamos com risco iminente de explosão'', alertava o funcionário do Ibama, Lício Domite, no final da manhã. Para evitar outros acidentes, a Defesa Civil pediu que o Cindacta fechasse o espaço aéreo num raio de dois quilômetros ao redor do navio. Da mesma maneira, foi interditada uma área de dois quilômetros na baía. Somente barcos e lanchas de resgate puderam circular. (C.M.)

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