Além do atendimento inadequado no pré-natal, a transferência de gestantes para outras cidades na hora do parto é outro fator que está contribuindo para o alto índice de morte materna. Por causa da falta de leitos pelo SUS nos hospitais de Maringá, e diante da resistência dos médicos em realizar o parto através do Sistema Único de Saúde (SUS), muitas gestantes são obrigadas a viajar para ter seus filhos em hospitais da região.
Nestes casos, as gestantes são atendidas por médicos que não realizaram o pré-natal. ‘‘Este procedimento é totalmente prejudicial à gravidez. O médico que realiza as consultas de pré-natal de uma paciente é o profissional mais indicado para fazer o parto desta mulher’’, garante Noriko.
Para o ginecologista e obstetra Celso Pereira Barretto, que atende no Posto Municipal de Saúde do Jardim Mandacaru, em Maringá, as consultas de pré-natal na rede pública funcionam sim. Ele garante que os médicos que atendem nos postos municipais fazem o que podem para atender a grande demanda e medicar as gestantes de acordo com a condição financeira das pacientes. ‘‘Nos postos o atendimento funciona e funciona bem, mas o que acontece com as pacientes no momento do parto é uma deficiência de toda a estrutura’’, diz.

mockup