Curitiba - Um dia após ter seu pedido de renovação de licença negado pelo Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) para continuar no cargo de secretário de Segurança Pública, Cid Vasques obteve uma liminar que garante sua permanência à frente da pasta. No início da noite de quarta-feira, o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) deferiu o pedido que foi impetrado por sua defesa.
Vasques teria que deixar o cargo no governo estadual até o dia 31 de dezembro, ou sofreria sanções administrativas por parte do MPPR. No entanto, a decisão do Poder Judiciário prevê que ele continue na Sesp até que o recurso administrativo por ele interposto junto ao Colégio de Procuradores seja julgado. O Colégio de Procuradores é a instância recursal que analisa as decisões do CSMP. O pedido da defesa de Cid Vasques foi analisado e concedido pelo desembargador José Augusto Aniceto Gomes.
De acordo com o advogado do secretário, Rodrigo Xavier Leonardo, o relator do TJPR reconheceu que existe uma perseguição do Ministério Público contra Cid Vasques. "Pela terceira vez impetramos um mandado de segurança neste caso, demonstrando os abusos que vêm sendo feitos pelo MP. Por mais de uma vez meu cliente não teve direito amplo à defesa", disse.
O Ministério Público informou, por meio de assessoria, que a liminar concedida pelo TJPR apenas posterga a decisão tomada pelo CSMP até que ela seja analisada pelo Colégio dos Procuradores. O órgão vai definir se confirma ou revoga o resultado da votação realizada na última terça-feira.

Imbróglio
O procurador não teve seu pedido de licença renovado pelo CSMP. Na sessão foram oito votos contrários e apenas um favorável. O pedido de renovação da licença, que deve ser realizado todo ano, foi feito pelo governador Beto Richa (PSDB).
A queda de braço entre Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) e Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do MPPR, começou em agosto deste ano, logo após ser anunciada a implantação de um sistema de rodízio de policiais. Desde então uma guerra de liminares e até reclamações ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) foi protagonizada por ambas as partes.

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