Curitiba – Os cobradores da Rede Integrada de Transporte de Curitiba e região metropolitana devem permanecer de braços cruzados hoje. Com isso, boa parte dos usuários não pagará para se deslocar pela cidade pelo segundo dia seguido. A decisão foi confirmada pelo presidente do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e RMC (Sindimoc), Anderson Teixeira.
Segundo ele, 90% dos cobradores aderiram à mobilização. Como os motoristas não participam da paralisação, 100% da frota está nas ruas. A greve foi decidida em assembleia depois que as negociações entre o sindicato e as empresas não avançaram.
A audiência entre as partes foi realizada no Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-PR), na quarta-feira. Um próximo encontro acontece hoje, às 13h30, na tentativa de solucionar a questão. "A greve vai continuar enquanto não for realizada uma nova assembleia da categoria. Em nenhum momento pensamos em prejudicar a população. Somos solidários aos usuários do transporte, mas não aguentamos mais esta situação", destacou Teixeira.
Os cobradores reivindicam melhorias nas estações-tubo, instalação de banheiros químicos e o fim da cobrança das empresas quando são vítimas de roubos.
A paralisação não gerou grandes problemas nas estações-tubo e linhas de ônibus da capital, mesmo em dia de jogo pela Copa do Mundo (Argélia x Rússia). Inclusive a passagem dos veículos da linha turismo, que custa R$ 29, deixou de ser cobrada.
Em nota oficial, a Urbanização de Curitiba S/A (Urbs), que gerencia o transporte público da capital, informou que a ausência dos cobradores gerou um prejuízo de pelo menos R$ 2,4 milhões, e que vai responsabilizar judicialmente o Sindimoc, o presidente Anderson Teixeira e demais dirigentes.
O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Metropolitano de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp) divulgou nota "repudiando a atitude irresponsável do Sindimoc, que promoveu greve dos cobradores em dia de jogo da Copa do Mundo". O órgão ainda informou que está disposto a dialogar com a categoria, e destacou que "as empresas liberaram 100% da frota de ônibus para circulação em respeito à população".

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