Com estiagem, Sanepar reforça necessidade de uso racional da água

Região Metropolitana de Curitiba e os municípios da área central do Estado são os mais prejudicados pela falta de chuva

Viviani Costa - Grupo Folha
Viviani Costa - Grupo Folha

O Paraná enfrenta um período de seca que se arrasta desde junho do ano passado. A Região Metropolitana de Curitiba e os municípios da área central do Estado são os mais prejudicados pela falta de chuva. De acordo com o diretor de Meio Ambiente e Ação Social da Sanepar, Julio Gonchorosky, o sistema de rodízio no abastecimento tem garantido o fornecimento de água ao menos em um período do dia nessas regiões.


No início de abril, os meteorologistas constataram que esse é o pior período prolongado de estiagem desde o início das medições em 1997
No início de abril, os meteorologistas constataram que esse é o pior período prolongado de estiagem desde o início das medições em 1997 | Gilson Abreu/AEN
 


“A chuva acumulada no último ano na Região Metropolitana de Curitiba está 43% abaixo da média histórica. Isso leva os nossos reservatórios e mananciais a uma situação bastante preocupante, quase crítica. Estamos em uma situação em que temos que ter muito cuidado e muita atenção para não poder faltar água em um momento tão preocupante que é o da pandemia de Covid-19”, comentou.




Em Guarapuava, região central do Estado, houve redução de 47% no volume acumulado de chuva. As regiões de Londrina e Maringá, segundo ele, não apresentam situação preocupante.


Em Quatiguá e Siqueira Campos (ambos no Norte Pioneiro), caminhões-pipa são utilizados para a manutenção do fornecimento de água. “Essas são algumas das cidades que nós estamos suprindo o abastecimento com caminhões-pipa e executando novos poços para tentar incrementar o abastecimento. De qualquer maneira, são situações emergenciais que nós estamos correndo atrás para garantir o abastecimento”, explicou.


O Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) monitora as condições do tempo no Estado desde 1997. No início de abril, os meteorologistas constataram que esse é o pior período prolongado de estiagem desde o início das medições.


Em Londrina, o volume de chuva registrado entre junho de 2019 e março de 2020 diminuiu 30,5% considerando a média histórica constatada nesse período. O verão mais seco reforçou o cenário de estiagem.


Conforme o meteorologista do Simepar, Marco Antônio Jusevicius, não há previsão para a chegada de uma nova frente fria até o final de abril.


“O que foi verificado, tanto em Londrina quanto em outras partes do Estado, é que a chuva continua abaixo da média nesse mês. Tivemos a passagem de duas frentes frias muito rápidas pelo estado do Paraná que causaram chuva, mas não foi suficiente nem para chegar basicamente a 50% ou 60% da média”, apontou.


No mês de maio, as previsões apontam que deve ocorrer o volume de chuva esperado considerando as médias históricas das principais cidades. Porém, o período já está entre os mais secos se comparado aos outros meses do ano.


“Ter chuva dentro da média não significa que vai chover muito. Vai chover o que se espera para o mês, mas como não se espera grandes volumes de chuva, então não se deve esperar nenhum grande alívio na situação hídrica. O que se pode esperar com chuvas dentro da média é que a situação não vai piorar. Mas isso vai ter que ser acompanhado semana a semana. Chuvas dentro da média nesse período não é a recuperação total de mais de dez meses de chuva abaixo da média que nós temos acumulado”, ressaltou.




Na região norte do Paraná, a média histórica prevista para o mês de maio varia de 70 a 150 milímetros de chuva. Na Região Metropolitana de Curitiba são esperados entre 50 e 95 milímetros de chuva.

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