Ribeirão Preto (SP), 27 (AE) - A AGCO do Brasil está ampliando seus investimentos no País com a finalidade de acelerar a nacionalização de seus produtos. Segundo o diretor de marketing e vendas para a América Latina, Alistair Mclelland, a desvalorização cambial deixou as máquinas e equipamentos importados da empresa menos atrativos. "Quanto maior o grau de nacionalização de nossos produtos, os preços ficarão mais atraentes para o produtor brasileiro", disse.
Segundo ele, o financiamento das máquinas e equipamentos da AGCO é feito basicamente através do Finame Agrícola, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Como o Finame apenas financia máquinas com 60% de componentes nacionais
Mclelland diz que quanto mais máquinas a empresa nacionalizar, maior o potencial de vendas.
Segundo ele, a AGCO do Brasil já tem 83% de seus produtos nacionalizados. Como parte desta estratégia de nacionalização, a empresa investiu US$ 10 milhões em sua unidade localizada em Santa Rosa, no Rio Grande do Sul. "Agora, a concepção de novas máquinas podem ser feitas simultaneamente no Brasil e na Europa", disse.
Lançamento - A AGCO do Brasil está lançando, na Agrishow99, duas novas colheitadeiras que começaram a ser fabricadas no Brasil este ano depois de serem testadas na Europa. As colheitadeiras são a MF34 e MF38, com potências respectivas de 234 cv e 280 cv, da linha Massey Ferguson.
Segundo o diretor de marketing e vendas da AGCO na América Latina, Alistair Mclelland a estratégia utilizada na concepção das novas colheitadeiras foi a de conseguir produtividade através da redução das perdas durante o processo de colheita.
O diretor informa que as perdas de grãos durante a colheita das novas colheitadeiras é de apenas 0,5%. "A redução nas perdas é feita através do controle automático da velocidade da máquina", explica. Através do computador de bordo - o Datavision II -, a velocidade da colheitadeira é reduzida automaticamente quando volume de perdas se acentua.
O diretor informa que já existem cerca de 8 colheitadeiras da nova linha em funcionamento no centro-oeste do Brasil. Esta linha é compatível com o sistema de agricultura de precisão Fieldstar. O preço da MF34 é de cerca de US$ 115 mil e do MF38 é de US$ 143 mil. Com o sistema Fieldstar, o preço aumenta em cerca de US$ 10 mil.
A previsão da empresa é de que as vendas aumentem m cerca de 15% em 1999 mas o faturamento estimado, em dólar, deve ficar semelhante ao de 1998, de US$ 250 milhões, devido à desvalorização cambial. Em 1998, a AGCO do Brasil vendeu 6.200 tratores e 420 colheitadeiras. Em 1999, a expectativa é de que a venda de tratores atinja 7 mil unidades e as vendas de colheitadeiras, 550.

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