Com deficit, Londrina tem que remanejar profissionais

Em 2017, o secretário de saúde de Londrina, Felippe Machado, afirmou em audiência pública na Câmara de Vereadores que a cidade estava investindo muito mais de seu orçamento reservado à Secretaria de Saúde do que prevê a Constituição Federal. À época, Machado disse que no primeiro quadrimestre de 2017 foi repassado quase R$ 75 milhões para a saúde. No entanto, hoje Londrina está com falta de médicos. Os quatro profissionais do Mais Médicos que deixaram o programa entre fevereiro e março desfalcam a saúde municipal.
Embora o recurso para os médicos do programa venha do governo federal, segundo Barbosa, enquanto não abrir novo edital, o município estuda contratações imediatas. "Foi feita uma reunião há uns 10 dias com o prefeito para debater isso", pontua. A ausência dos profissionais hoje é sentida principalmente nos postos de saúde dos bairros Aquiles Stenghel e Campos Verdes, na zona norte e nos distritos da Warta e Paiquerê.
Valéria Barbosa lembra que atualmente os pacientes podem esperar muito tempo por uma consulta eletiva nesses locais, mas que o município tenta se adequar com o remanejamento de profissionais. "O atendimento fica demorado, temos que puxar um profissional daqui, outro dali, até que venha outro médico", relata.
Ela explica que o município contratou poucos médicos até o momento, já que estava em estudo a "viabilidade financeira do ano". "Contratamos com urgência profissionais do Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), dois fisioterapeutas, um psicólogo e dois farmacêuticos, além de auxiliares de enfermagem em atenção primária". (I.F.)





