Com acordo, preços de carros apenas voltam ao que eram em dezembro
São Paulo, 12 (AE) - Com a redução de impostos e bônus, quando sair o acordo emergencial para desovar os estoques, o preço do Gol MI 2p vai cair 13%. A diferença de preço em relação à tabela atualizada com os três últimos reajustes é de R$ 1.600. Mas cai para apenas R$ 342 quando comparado com o valor de dezembro, anterior aos aumentos. Neste caso, a queda de preços baixa para 2,7%.
Esta versão do Gol, tabelada a R$ 14,1 mil hoje, cairia para R$ 12,5 mil com o acordo que reduz o IPI do carro popular de 10% para 5%, o ICMS de 12% para 9% e mais o bônus de R$ 350 a ser concedido pelas montadoras. A proposta original, defendida pelo sindicatos de trabalhadores da CUT e Força Sindical estabelecia a suspensão dos aumentos de preços fixados este ano como condição para o acordo.
A indústria automobilística protestou. Seus representantes argumentaram, durante as reuniões, que parte dos aumentos se referia ao repasse da elevação dos impostos (IPI e Cofins). A outra parte diz respeito à desvalorização cambial - que praticamente não atinge o Gol, feito basicamente com peças brasileiras.
Na negociação de quarta-feira, em Brasília, ficou acertado que as montadoras darão um bônus de R$ 350 para carros populares (menos atingidos pela desvalorização da moeda) e de R$ 250 para os médios como forma de compensar a parte dos custos com a mudança cambial.
O acordo emergencial foi elaborado para reduzir preços com vistas ao reaquecimento do mercado. Mas esse mesmo mercado estava paralisado em dezembro, data anterior aos reajustes de preços. A crise é grave desde a alta dos juros, que engessou o crédito. A redução de preços em questão, portanto, dará pouco fôlego ao consumidor que não teve nenhuma alteração no seu poder de compra de dezembro, embora deposite no acordo emergencial as esperanças de comprar um carro.





