Nos dez primeiros dias de vigência do Código de Trânsito Brasileiro o número de vítimas de acidentes aumentou 8,5% em relação ao dez dias anteriores à aplicação na nova legislação. Do dia 12 ao dia 21 de janeiro o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) registrou 1.487 vítimas, enquanto de 22 de janeiro a 1º de fevereiro foram 1.613. Mas caiu a quantidade de acidentes graves: o número de mortos foi reduzido em 6,5% e o de atropelamentos, 50%. No período de vigência do novo código, o número de multas passou de 52.106 para 27.327.
Os mortos em acidente nos dez dias seguintes à entrada do código em vigor foram 86 e os atropelamentos, 274. Os dados foram levantados pelo Denatran em 12 estados brasileiros - Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Minas Gerais, Roraima, Rondônia, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. ‘‘Isso mostra que a população está cumprindo o código’’, disse o diretor do Denatran, José Roberto de Souza Dias. ‘‘Apesar de o número de vítimas ter sido maior, registramos uma diminuição nas mortes, comprovando a eficácia da legislação.
Com base nesses números, o governo enviou a todos os Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans) uma carta solicitando fiscalização redobrada durante o Carnaval. ‘‘É necessário que o código seja aplicado com o máximo rigor, punindo principalmente as infrações consideradas graves e gravíssimas, especialmente embriaguez, excesso de velocidade, manobras arriscadas, avanço de sinal vermelho, não reduzir velocidade ao se aproximar de desfiles carnavalescos ou deixar de usar o cinto de segurança’’, diz o texto.
A preocupação do Denatran é evitar a repetição das estatísticas de anos anteriores. Em 1996 foram registrados 2.169 acidentes. No ano passado, o número aumentou para 2.447 (13%). A Polícia Rodoviária Federal acredita que, na Via Dutra - uma das principais rodovias brasileiras -, o volume diário de carros chegará a 180 mil no trecho São Paulo-Rio de Janeiro, um aumento de 60% em relação aos dias normais.

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