BELÉM - A fazenda Pastoriza, de 17 mil hectares, apontada pelo Incra como um dos maiores focos de tensão fundiária no sul do Pará, foi ocupada por 1.200 famílias de sem-terra. A ação aconteceu na noite de domingo, mas a notícia só foi divulgada ontem. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) assumiu a responsabilidade pela ocupação. ‘‘Essa fazenda estava entre as nossas prioridades’’, informou Jorge Nery, coordenador do MST em Marabá.
Vizinha ao quartel da 23ª Brigada de Infantaria e Selva, do Exército, a fazenda fica no quilômetro 21 da rodovia Transamazônica, entre os municípios de Marabá e São João do Araguaia. Ela pertence à família Chamiê, uma das mais tradicionais de Belém. O MST garante que a fazenda é improdutiva, porque apenas mil dos 17 mil hectares servem de pasto, enquanto o restante é mata fechada.
‘‘Se não querem produzir, temos quem produza para matar a fome do povo’’, afirmou Nery, acusando os proprietários de derrubar indiscriminadamente a floresta para retirar e vender madeira.

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