Colônia japonesa celebra a primavera
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sexta-feira, 09 de setembro de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 
A chegada da primavera é comemorada pela colônia japonesa de Londrina com uma grande festa que reúne arte, música, dança e gastronomia.
O 14º Londrina Matsuri Festival da Primavera é realizado até domingo (11) no Parque de Exposições Governador Ney Braga (zona oeste) e, além de cultivar a tradição e promover a integração da comunidade nipônica, ajuda a difundir a cultura entre o público em geral.

A praça de alimentação é um dos espaços mais procurados pelos visitantes, uma prova de que a gastronomia é um dos meios mais eficazes de apresentar a cultura nipônica aos ocidentais, que não resistem a sushis e sashimis, mas estão abertos a experimentar iguarias menos conhecidas, como o okonomiyaki, a panqueca japonesa, recheada com macarrão, repolho, molho de yakisoba, bacon, ovo e nori (alga japonesa). Na barraca do Grupo Sansey, onde o prato é servido, os atendentes se preparam para servir mais de mil unidades. A porção custa R$ 17. "Neste ano fizemos algumas adaptações para agilizar o atendimento", disse Juliana Nakahara, coordenadora do Grupo Sansey.

Outra guloseima que atrai o público é o tempurá de sorvete ou sorvete frito, preparado apenas na barraca do Centro de Educação Infantil Irmãs de Betânia. Uma bola de sorvete de creme congelada é envolta na massa de tempurá e, depois de frita, leva uma cobertura de calda de morango ou chocolate. A delícia custa R$ 12. "Nós desenvolvemos o sorvete frito e só fazemos a receita no Londrina Matsuri. Chegamos a vender de 500 a 600 porções por dia", disse o voluntário Guto Honjo. Toda a renda da barraca é revertida à creche.
Dentro das atrações culinárias destaca-se também o nagashi somen, o macarrão de correnteza, "pescado" de uma canaleta de bambu com água corrente gelada e saboreado com um molho à base de shoyu. As degustações gratuitas acontecem no sábado e no domingo, às 15 horas.
Mas a cultura japonesa tem muito mais a mostrar do que a culinária e a arte nipônica está presente em outros espaços da feira. Uma novidade neste ano é a oficina de arte oshi-ê, técnica que consiste em compor figuras através do desmembramento do desenho em várias partes, que são revestidas com espuma e papel washi. As oficinas são gratuitas e acontecem de hora em hora, no sábado e domingo. "Publicações contam que essa técnica existe há 600 anos. É uma arte quase milenar", destaca a professora Alice Tieko Saguti que veio de São Paulo para ministrar as oficinas. Além do oshi-ê, haverá ainda oficinas de pipa, mágica e orinuno (origami de tecido), todas gratuitas.
"Adoro a feira porque tem bastante produtos do Japão e dá para matar a saudade", disse a aposentada Margarida Hirata, que viveu naquele país durante 20 anos e há dois voltou ao Brasil. "Sinto muita saudade da comida de lá."
SERVIÇO
14º Londrina Matsuri é realizado no Parque Ney Braga no sábado e domingo, das 10 às 23 horas. Ingressos a R$ 6 e R$ 3 (meia). Estacionamento oficial: R$ 12.


