Colômbia une forças com Brasil, Equador e Peru contra o tráfico
Puerto Leguizamo, Colômbia, 05 (AE-AP) - Em um esforço para reduzir o narcotráfico e combater a guerrilha, o governo colombiano decidiu aumentar sua presença militar nas fronteiras com Equador, Peru e Brasil com brigadas fluviais.
Cerca de 3.000 tropas do Exército, da Marinha e da polícia, com respaldo de lanchas, aviões e helicópteros, foram despachados para uma zona da selva amazônica no sul da Colômbia para vigiar 8.000 quilômetros de rios.
"Nossa missão é controlar a navegação nos rios para defender a soberania e combater os geradores de violência, especialmente o narcotráfico e a guerrilha", disse à ASSOCIATED PRESS o coronel José Leonidas Muñoz, comandante do Batalhão de Infantaria Fluvial de Putamayo, a zona mais conflitiva das fronteiras sul com Equador e Peru, onde agem os guerrilheiros e os narcotraficantes.
O coronel Muñoz disse que com as autoridades peruanas e equatorianas, os militares e policiais colombianos realizam encontros periódicos para exercer controle sobre os rios fronteiriços que são utilizados para o tráfico de drogas e armas e, inclusive, para o contrabando de espécies animais da selva amazônica.
Com o Brasil "há igualmente uma excelente cooperação" na zona fronteiriça localizada em Leticia, a maior cidade colombiana localizada sobre o Rio Amazonas, que faz limite com o Brasil e o Peru, disse o contra-almirante Gillermo Rincón, chefe do Comando Unificado do Sul da Armada nacional.
"Cada país desenvolve operações próprias contra o narcotráfico, mas anualmente as polícias antinarcóticos adiantam uma operação conjunta e trocam informações de inteligência", explicou Rincón.





