Washington, 15 (AE-ANSA) - Após entrevistas com várias autoridades do Executivo dos EUA e conversas com legisladores americanos, o ministro da Defesa da Colômbia, Luís Fernando Ramírez, afirmou hoje (15) que pediu à Casa Branca uma ajuda adicional de US$ 250 milhões anuais para a modernização de suas Forças Armadas nos próximos dois anos. Ramírez esclareceu que o dinheiro é necessário para que as forças de segurança da Colômbia prossigam com sua política de combate se trégua ao tráfico de drogas.
Junto ao comandante das Forças Armadas colombianas, general Fernando Tapias, Ramírez participa em Washington de conversas com as autoridades americanas sobre a cooperação dos dois países no combate ao narcotráfico. Caso o pedido colombiano seja aprovado, a ajuda se somará aos US$ 289 milhões já concedidos pelos EUA à polícia colombiana no ano passado.
A guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc)
porém, acusa o governo colombiano de estar permitindo a interferência direta dos EUA em combates guerrilheiros sob a alegação de perseguição aos traficantes de droga.
No dia 8, as Farc iniciaram uma das maiores ofensivas de sua história contra as forças governamentais, mas sofreram, de acordo com o Exército, sua mais retumbante derrota. Os militares anunciaram ter matado 287 guerrilheiros em cinco dias de pesados combates, mas esses números foram contestados pelos rebeldes, que admitem ter perdido cerca de 40 combatentes. Num comunicado, as Farc atribuíram o exagero do número de baixas anunciado pelo governo à necessidade de "prestar contas aos EUA e atrair mais investimento americano para as Forças Armadas".
Apesar das hostilidades entre as duas partes, representantes do governo e das Farc reúnem-se na terça-feira para abrir uma etapa decisiva das negociações de paz iniciadas em janeiro. O encontro ocorrerá na região de Uribe, sul do país, numa área de 42 mil quilômetros desmilitarizada por ordem do presidente colombiano, Andrés Pastrana, no ano passado.
Ao mesmo tempo, o governo Pastrana tenta acelerar negociações com o segundo grupo guerrilheiro do país, o Exército de Libertação Nacional (ELN), que nas últimas semanas iniciou uma ousada campanha de sequestros, tomando reféns num avião em pleno vôo e numa igreja de um bairro elegante de Cali. O processo de paz com o ELN está paralisado há um ano.

mockup