Colli será interrogado na segunda-feira
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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina, Marcos Colli, será interrogado na segunda-feira, dia 17, na primeira ação criminal que tramita contra ele na 6ª Vara Criminal de Londrina por estupro de vulnerável e fotografar e filmar crianças e adolescentes em poses sexuais e pornográficas. O ex-presidente do Partido Verde (PV) responde a outras três ações pelos mesmos crimes.
Colli está preso desde o dia 20 de maio do ano passado em uma sala do 5º Batalhão da Policia Militar. De acordo com o Ministério Público (MP), há provas contundentes, inclusive com imagens, que Colli abusou de três vítimas, que não época tinham 6, 9 e 13 anos. Todas as testemunhas já foram ouvidas e após o interrogatório do réu, a sentença pode ser proferida em até 20 dias. O acusado, se condenado, pode pegar de oito a 15 anos de prisão pelo estupro e de quatro a oito pelas fotografias.
Ontem seria realizada mais uma audiência com testemunhas arroladas na quarta ação criminal contra Colli, mas uma das vítimas não compareceu. Com isso, a defesa do acusado pediu o adiamento da audiência, alegando que seria um prejuízo as testemunhas de defesa prestarem depoimentos sem ouvirem a vítima. Haviam sido convocados pela defesa os dois filhos de Colli, a ex-namorada e uma das vítimas do acusado em outra ação criminal. Neste caso, o MP denunciou que Colli utilizou uma arma de fogo para intimidar as vítimas.
"Deve ser daquelas pessoas que mentem na hora do interrogatório e quando chegam na hora do contraditório não querem aparecer para poder se explicar sobre a mentira que disseram. Eu imagino que seja isso", acusou o advogado Mateus Vergara, que defende Colli.
Para a promotora Susana Lacerda, o fato da vítima ter sofrido grave ameaça, assim como membros da família, além do estupro em si, pode ter provocado uma sensação de insegurança. "A vítima mudou de domicílio várias vezes. Já vinha demonstrando um temor, uma falta de crédito na Justiça, que o réu é poderoso e ela vai ficar exposta. Hoje ela já é uma moça e tem a questão da vergonha da exposição do crime. Tudo isso soma para a vítima não comparecer a audiência", frisou.


