Colli fica em silêncio no primeiro depoimento
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quinta-feira, 06 de junho de 2013
Lucio Flávio Cruz<br>Reportagem Local 
Londrina O advogado Marcos Colli se manteve em silêncio ontem no primeiro depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no inquérito que o investiga em casos de estupro de vulnerável. O indiciado está preso desde 20 de maio. Ele ocupa uma cela reservada no 5º Batalhão da Polícia Militar.
O ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina permaneceu na sede do Ministério Público (MP) durante uma hora e meia. Ele chegou algemado, com um colete à prova de bala e escoltado por cinco policiais. Colli não foi acompanhado por advogado e não deu declarações à imprensa.
"Ele se reservou ao direito de permanecer em silêncio e o que foi objeto do ato em si temos que nos reguardar em virtude do inquérito correr em segredo de Justiça", explicou o delegado do Gaeco, Alan Flore. "Ele não soube informar por que o seu advogado não compareceu ao depoimento. Mas a não vinda de um representante não é imprescindível para que o ato policial se realize."
O Gaeco tem até o dia 14 para a conclusão deste inquérito, que também investiga os crimes de filmar e fotografar crianças e adolescentes em cenas de sexo explícito e pornográficas por parte de Colli. Após a conclusão, o MP terá cinco dias para oferecer denúncia a Justiça.
Alan Flore não confirma, mas já foram identificadas novas vítimas além das seis já confirmadas. Por isso, um novo inquérito contra Marcos Colli será aberto nos próximos dias.
"Vamos realizar novas diligências e buscar novas circunstâncias com o objetivo de identificar todas as vítimas que possam existir e também outros crimes que possam ter sido praticados. O número de vítimas têm aumentado e é bastante expressivo", frisou Flore.
Marcos Colli foi ouvido também no inquérito que o investiga por posse ilegal de arma e munição. O advogado apresentou a versão de que o revólver calibre 38 encontrado em seu apartamento pertencia a seu irmão, já falecido e que era policial civil. Colli informou que não sabia quem teria repassado esta arma ao irmão e também a origem dos objetos. "A infração penal ficou caracterizada e ele foi indiciado por este delito", afirmou o delegado.
A promotora da Infância e Juventude de Londrina, Susana Lacerda, que também participou do interrogatório de Marcos Colli, espera que até o início do próximo mês o processo criminal contra o advogado por crime sexual contra vulnerável, que corre na 6ª Vara Criminal, tenha a audiência marcada e a sentença declarada.
"A expectativa do MP, a partir das provas contundentes que existem, é que o réu seja condenado", revelou a promotora.
O advogado Maurício Carneiro informou que só foi procurador de Marcos Colli no momento da decretação da prisão e no processo de transferência da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) 2 para uma sala do Estado Maior.
"A informação que recebi é que o Colli fez, nos autos, um pedido à juíza para que eu fosse declarado seu 'defensor dativo', já que ele não teria condições financeiras para contratar um advogado. Esta autorização não chegou até mim. Eu e o Marcos Colli também não fomos notificados oficialmente sobre o depoimento de hoje (ontem)", afirmou Carneiro.


