Londrina - Na última quinta-feira (10), o advogado Marcos Colli foi transferido para a unidade dois da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP 2), na região metropolitana de Curitiba, após determinação da Vara de Execuções Penais (VEP).
Colli cumpria pena em uma cela individual desde o dia 24 de junho na unidade 1 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). A princípio, a decisão judicial leva em conta a integridade física do acusado e também libera uma da alas da PEL.
Preso em maio do ano passado, Colli é alvo de quatro ações penais, sendo que três delas já tiveram sentença. Condenado pelo crime de estupro de vulnerável contra nove crianças e adolescentes, além de fotografar e filmar os abusos, o advogado já acumula uma pena de 224 anos de prisão, com mais de 1.720 dias-multa.
A primeira sentença foi proferida no dia 18 de junho, onde Colli foi condenado a pena de 70 anos e seis meses de detenção e 645 dias-multa, pelo crime contra três irmãs. No segundo processo, sentenciado em 25 de junho, recebeu pena de 64 anos, um mês e seis dias de reclusão e 430 dias-multa, também contra três meninas menores de 12 anos. Colli foi condenado pela terceira vez, novamente contra três meninas, no dia 7 deste mês, a 90 anos de prisão e 645 dias-multa.
"Ao meu ver, essa transferência não vai atrapalhar em nada. O que mudou é o fato de que agora, ele será ouvido lá (Piraquara)", comenta a promotora Susana Lacerda, autora das denúncias contra o ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina.
Todas as decisões foram proferidas pela juíza da 6ª Vara Criminal de Londrina, Zilda Romero, após denúncias do Ministério Público do Paraná. O advogado de Colli, Mateus Vergara foi procurado pela reportagem, mas não atendeu às ligações.(Com Equipe Bonde)

mockup