Colli é condenado a mais de 70 anos de prisão
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quarta-feira, 18 de junho de 2014
Guilherme Batista<br>Equipe Bonde 
Londrina - O advogado Marcos Colli, preso em maio do ano passado acusado de estuprar crianças e adolescentes, foi condenado a 70 anos e seis meses de prisão pela 6ª Vara Criminal de Londrina. A sentença foi emitida nesta quarta-feira pela juíza Zilda Romero. Colli também foi condenado ao pagamento de 645 dias-multa, já que filmou e fotografou os abusos. Cada dia-multa corresponde a um trigésimo de um salário mínimo.
A condenação desta quarta-feira refere-se a apenas uma das quatro ações penais em que Colli é réu. De acordo com as investigações do Ministério Público (MP) relacionadas a este primeiro processo, o advogado teria abusado sexualmente de três meninas, todas menores de 14 anos.
Os advogados do acusado enviaram a ação à juíza Zilda Romero na última terça-feira. Ela tinha dez dias úteis para emitir a sentença, mas preferiu correr com os trabalhos e divulgá-la antes do feriado prolongado de Corpus Christi. O Fórum ficará fechado em Londrina nesta quinta e sexta-feira.
A decisão da 6.ª Vara Criminal será enviada, agora, aos defensores do réu e à promotora Susana Lacerda, responsável por acompanhar todo o caso. A defesa de Colli pode recorrer da sentença no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Enquanto isso, ele continua preso em uma sala especial do 5º Batalhão da Polícia Militar, já que é advogado.
A decisão judicial tem mais de 60 páginas. O documento não será divulgado na íntegra à imprensa por envolver vítimas menores de idade. A Justiça quer preservar a intimidade das meninas abusadas.
As sentenças dos outros três processos devem sair no decorrer da próxima semana. Colli pode pegar mais de 200 anos de prisão.
DEMORA
A sentença demorou a sair porque o antigo advogado de Colli, Mateus Vergara, teria "segurado" os processos. O Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) precisou recuperar as ações no escritório do defensor no início do mês passado.
A estratégia adotada por Vergara para atrasar a emissão das sentenças o afastou do caso. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) precisou nomear defensores dativos para Colli.
Um desses defensores é o advogado Mario Francisco Barbosa, que atua na defesa de Colli nesse primeiro processo. Procurado pela FOLHA ontem à noite, Barbosa disse que não poderia comentar o resultado da sentença porque ainda não havia tomado ciência do teor da ação. Ele explicou que por ter sido nomeado para atuar na defesa, tem que receber a intimação pessoalmente, o que ele acredita que aconteça a partir da próxima segunda-feira. A reportagem tentou falar com a promotora Susana Lacerda ontem à noite, mas as ligações caíram na caixa postal de seu celular. (Colaborou Diego Prazeres/Reportagem Local)


