Londrina – O advogado Marcos Colli foi condenado a 64 anos, um mês e seis dias de prisão pelo crime de estupro de vulnerável contra três meninas menores de 12 anos. A decisão da juíza da 6ª Vara Criminal de Londrina, Zilda Romero, foi proferida na quarta-feira. Na semana passada, o ex-presidente do Partido Verde (PV) já havia sido condenado a 70 anos e seis meses de reclusão pelo mesmo crime contra três irmãs.
Além da prisão, Colli foi condenado a pagar 430 dias-multa por filmar e fotografar as vítimas em poses sexuais e pornográficas. Cada dia-multa corresponde a um trigésimo de um salário mínimo. Marcos Colli está preso desde 20 de maio do ano passado e na terça-feira foi transferido para a unidade 1 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), após determinação da Vara de Execuções Penais (VEP). Colli está
detido em uma cela individual.
Para a promotora pública, Susana Lacerda, autora das denúncias contra o ex-assessor da Câmara Municipal de Londrina, a pena está dentro do esperado. "Posso ter até alguma divergência em relação ao período da condenação, mas todos os crimes oferecidos foram acatados pela Justiça. Está dentro do que imaginávamos e o Ministério Público está satisfeito com a condenação", frisou a promotora. A íntegra da decisão judicial não será divulgada, já que se trata de crimes sexuais contra crianças. A Justiça quer preservar a identidade das vítimas.
Marcos Colli é réu em outras duas ações pelos mesmos crimes contra mais seis meninas. Todas as etapas dos processos foram concluídas, faltando apenas o veredito final da pena por parte da juíza, o que deve acontecer nas próximas semanas. Um quinto inquérito contra o acusado já foi finalizado pelo Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e encaminhado ao MP. A denúncia será oferecida nos próximos dias.
O advogado de defesa de Colli, Jair Vicente da Silva Júnior, disse à reportagem que não foi oficialmente intimado da decisão. "Somente com a decisão da juíza em mãos poderei analisar o conteúdo e anunciar os próximos passos da
defesa."
O presidente da OAB-Londrina, Artur Piancastelli, afirmou que existe um procedimento disciplinar ético tramitando no órgão, mas que corre sob segredo de Justiça, como acontece com todos os processos. "Se houver condenação, ele pode ser suspenso ou excluído da classe." O processo pode demorar de um a dois anos para ser transitado em julgado.(Colaborou Marian Trigueiros)

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