Washington, 15 (AE-ANSA) - O ponto-chave das negociações de paz entre Israel e Síria são as Colinas de Golan, conquistadas pelo exército israelense durante a Guerra dos Seis Dias e cuja devolução é exigida por Damasco.
Depois de um século de partilhas coloniais e de conflitos entre árabes e judeus, a linha geográfica ao longo da qual deveria estar a fronteira entre Síria e Israel continua sendo confusa.
O problema remonta ao início do século, quando depois da Conferência de San Remo (Itália) de 25 de abril de 1920, a França obteve o mandato sobre a Síria; e a Grã-Bretanha, sobre a Palestina, com o compromisso de favorecer a criação do "lugar nacional judeu" previsto pela declaração Balfour (de 2 de novembro de 1917).
Em 1923, e segundo os acordos anglo-franceses, Golan foi ourtogada ao mandato francês e desta forma foi traçada uma fronteira entre Palestina e Síria, graças à qual a França obteve o controle das colinas até o rio Jordão e parte das águas do lago Tiberíades.
No mesmo lago, também os sírios puderam obter água e pescar.
Essa linha, que logo foi considerada uma "fronteira internacional", deixava nas mãos dos ingleses o controle dos recursos hídricos vitais do território que em 1948 se havia convertido no Estado israelense.
A disputa pelo controle da água foi um dos principais motivos da nova guerra árabe-israelense de 1973.
Em 1949, um ano depois da primeira guerra árabe-israelense, Israel perdeu o controle de diferentes e importantes fontes hídricas quando, em três pontos, a linha de fronteira foi transferida para o oeste.
Com a nova "fronteira", que segundo uma trégua firmada em Rodas em julho daquele ano era uma "linha de armistício", Damasco garantiu o controle das fontes dos rios Jordão e Yarmouk, assim como de partes das margens do Tiberíades.
Em junho de 1967, Israel conquistou a maior parte de Golan, levando de novo a fronteira para o leste e retomando o controle das fontes de água que, além das do Jordão e do Yarmouk, incluem as de outros rios.
Trata-se por exemplo do rio Banias, que logo flui para a Jordânia, do Hasbani, que nasce no Líbano e cruza o Golan antes de desembocar no Jordão, o mesmo que faz o rio Dan.
A maioria desses rios alimenta o lago Tiberíades, que constitui um terço das reservas hídricas de Israel.

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