''A mulher sofria com dores, e aceitava isso como 'coisa de mulher'. Muitas delas incorporaram como normal e não é. O que pode acontecer é uma cólica leve antes da menstruação, mas que não altere sua qualidade de vida. Quando há alteração, passa a ser anormal'', afirma o ginecologista.
É possível que hoje existam mais mulheres com endometriose, já que por causa do estilo de vida moderno, em que se retarda a gravidez, se menstrua mais vezes durante a vida. É possível também que o avanço tecnológico da medicina tenha permitido diagnosticar mais casos. Mas uma dúvida permanece - o que causa a endometriose? Qual a razão para o endométrio crescer em outros locais, que não a cavidade uterina?
''Muitos acreditam que é porque, teoricamente, a mulher está menstruando mais, o que predispõe à doença. Há também a teoria do 'refluxo menstrual', de que parte do sangue voltaria, mas há casos que não teria como isso acontecer. Há um trabalho belga que relaciona a poluição, como agente causador. E há o fator genético, familiar. É muito provável que a causa seja multifatorial'', afirma. (C.P.)

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