Ingelheim, Alemanha- Estudo apresentado no Congresso Americano de Gastroenterologia (DDW), nos Estados Unidos, revela que a prevalência e a severidade de cólicas, dores e desconfortos abdominais são subestimadas pela maioria das pessoas. A pesquisa epidemiológica mostrou que um em cada quatro indivíduos no mundo sofre desses problemas.
O estudo apontou que os antiespasmódicos são a terapia mais utilizada para tratar cólicas, dores e desconfortos abdominais, principalmente nos EUA e na América Latina (respectivamente, 89% e 92% de todos os estudados - com destaque para o Brasil). A pesquisa ratificou o que já era conhecido no meio médico: o mal acomete principalmente as mulheres, que representam 65% dos casos.
Dois terços dos que sofrem do mal revelaram que os desconfortos abdominais iniciam-se repentinamente. Em média, 34,5% dessas pessoas têm forte manifestação de dor pelo menos uma vez por semana. O desconforto, muitas vezes, é seguido de sintomas digestivos adicionais, como diarréia, constipação (prisão de ventre), inchaço e flatulência (acumulação de gases).
Cólicas abdominais, dores e desconfortos podem ter uma variedade de fatores, incluindo estresse, maus hábitos alimentares, razões orgânicas - intolerância a alguns tipos de alimentos, substâncias estimulantes, como o café - ou má qualidade de vida. As mudanças de estilo de vida conseguem ajudar um paciente a controlar os sintomas associados a esse desconforto e, em média, 81,3% tomam algum medicamento.

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