Coletivo realiza ato contra feminicídio em Londrina neste sábado
Manifestação acontecerá no Anfiteatro do Zerão; entre as atividades programadas estão aula de defesa pessoal e apreesentações culturais
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quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Manifestação acontecerá no Anfiteatro do Zerão; entre as atividades programadas estão aula de defesa pessoal e apreesentações culturais

Unidas pelo grito “Parem de nos matar!”, mulheres de Londrina realizam uma manifestação neste sábado (26), no Anfiteatro do Zerão, pedindo o fim do feminicídio e de todas as formas de violências de gênero provocadas pelo machismo. Das 14h às 18h, estão programadas diversas atividades, como aula de defesa pessoal, informações sobre serviços de proteção, espaço de escuta e acolhimento, música e apresentações culturais.
“Nascemos da necessidade de não permanecer em silêncio. Nenhuma mulher deveria precisar enfrentar violência. E nenhuma mulher deveria enfrentar a violência sozinha. Por isso, esse movimento nasce para informar, ouvir, reunir, fortalecer e construir. Somos muitas vozes que decidiram caminhar juntas”, diz o texto do movimento coletivo.
'Parem de nos matar'
A manifestação “Parem de nos matar” surgiu da indignação com a violência cotidiana enfrentada pelas mulheres, que atingiu seu ápice na nossa cidade com o feminicídio brutal cometido por Gabriel de Andrade contra a jovem Thaissa Gabriely de Oliveira Marques. Aos 21 anos,Thaissa resistiu à tentativa de estupro e acabou assassinada.
Esse feminicídio evidenciou uma série de riscos enfrentados pelas mulheres. As investigações indicam que Thaissa vinha sendo observada pelo agressor há dias, e que expressou seu medo a amigas. Uma jovem, universitária, recém-contratada para o trabalho, tornou-se alvo pelo simples fato de ser mulher.
“A violência de gênero produz vítimas todos os dias. O Brasil registra um estupro a cada 6 horas, quatro feminicídios por dia. São números angustiantes que precisam ser combatidos com visão intersetorial, unindo segurança pública, assistência social, saúde e educação. É urgente formarmos uma sociedade sem machismo e misoginia. Queremos todas nós vivas!”, acrescentam as integrantes do movimento.
O ato do dia 26 de setembro pretende deixar claro que mulheres não aceitarão mais ficar caladas. Todas têm o direito de viver, trabalhar, estudar e se divertir em segurança. Todas as pessoas que acreditam nisso estão convidadas a participar da manifestação.
(Com informações do Coletivo)


Da Redação
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