Londrina - Sacos verdes cheios de lixo reciclável voltaram a fazer parte da paisagem em muitas calçadas do centro de Londrina, remetendo há alguns meses quando a região deixou de ser atendida pela coleta seletiva. O problema havia sido resolvido com a contratação de uma empresa terceirizada, mas o contrato com a Ecosystem acabou mês passado e não houve nova licitação. O lixo de 55 mil imóveis vem sendo recolhido por conta própria pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e as falhas são visíveis.
Para quem passa pela Rua Mato Grosso é fácil perceber a mudança no cenário. ''Faz uma semana que não passam por aqui. O lixo ficou três dias inteiros na calçada e nada. O estranho é que nas ruas aqui ao lado recolheram'', criticou a porteira Lia Gonçalves. Ela acabou retirando por conta própria o material da calçada e deixou na garagem do prédio onde trabalho.
A cena se repete também em outras vias. Carlos Pereira é porteiro de outro prédio no centro e ao chegar ao trabalho se deparou com o lixo deixado na calçada semana passada. ''Eles deveriam ter recolhido na sexta-feira. Agora estou esperando a ordem do síndico para recolher ou não o material'', explicou.
''Há falhas. Estamos trabalhando para que esses vazios deixem de existir, seja por parte de alguma cooperativa ou até mesmo da nossa equipe da CMTU'', explicou o diretor de Operações da CMTU, Décio Zulian.
Três cooperativas integram o processo de coleta seletiva. A Cooper Região (antiga Coopersil) é responsável pelo recolhimento em mais de 84 mil imóveis. A Cooprelon, em 78 mil. A Coocepeve realizar apenas a triagem de materiais. Ela é quem recebe o lixo recolhido pela CMTU.
A CMTU vai realizar nova licitação para coleta seletiva em 55 mil imóveis. O edital será lançado hoje. ''Estamos aguardando apenas as aberturas dos envelopes para ver quem vai fazer esse transbordo. O primeiro chamamento público deu deserto e agora esperamos propostas em regime de urgência'', afirmou. O valor do contrato pode variar de R$ 125 mil até R$ 150 mil.

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